2/3/2010
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Ministro pede vista e adia novamente julgamento de Cassol

Um pedido de vista apresentado pelo ministro Félix Ficher suspendeu, na noite desta terça-feira (2), pela segunda vez, o julgamento do governador de Rondônia, Ivo Cassol (PP), e de seu vice, João Cahúlla.
A ministra Carmem Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral, votou a favor da cassação do governador Ivo Cassol e de seu vice, João Cahúlla. Agora o placar está empatado em dois a dois.
Para a ministra, não houve lisura nas eleições de 2006. Carmem Lúcia se convenceu de que houve compra de votos. “As provas mostram o abuso e a ilicitude”.
O ministro Ricardo Lewandowsky votou pela absolvição do governador Ivo Cassol (PP) e do vice João Cahúlla (PPS) no processo sobre compra de votos.
Segundo o ministro, as denúncias formulados por vigilantes da empresa Rocha contra o governador foi uma “tentativa engendrada para forçar Governo a pagar débitos trabalhistas da empresa Condor”, cujo contrato foi assumido pela Rocha.
Sobre a denúncia de coação às testemunhas da compra de votos, Lewandowski minimizou os fatos e disse que, em nenhum momento, ficou comprovada a participação direta do governador nestas ameaças. “Não encontro elementos probatórios sólidos que me permitam concluir que Cassol tenha orientado o modus operandi da Polícia Civil e que mantivesse ligações com Agenor Vitorino e Carvalho, o Japa, para intimidar as testemunhas”.
Já votaram Carmem Lúcia e Ayres Brito (pela cassação) e Arnaldo Versiani e Ricardo Lewandowsky (pela absolvição).
Em novembro do ano passado o julgamento foi interrompido pelo pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski.
Retomado nesta terça, o julgamento foi suspenso novamente por mais um pedido de vista.
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